Stephan Doitschinoff um artista brasileiro (apesar do nome nos remeter a outro lugar) extremamente influenciado pelo universo religioso. O pai era pastor evangélico, e a mãe o deixava na igreja, ouvindo sermões, para poder ir trabalhar. A avó era espírita, e ele estudou em colégio católico. Tamanha espiritualidade sumiu ao virar jovem, membro de banda hardcore, ele havia praticamente abandonado a religião, que mais tarde voltou com tudo, quando a incorporou em seus estudos de artista.

“A inspiração para minhas caveiras vem de uma corrente filosófica que fala sobre contemplação da morte para celebrar a vida”

A partir de 2002, Stephan passa a interagir e intervir na cidade por meio da pintura e da aplicação de pôsteres, adesivos e estênceis, foi aí que recebeu o apelido de Calma (abreviação do latim “com alma”), sua assinatura. Foi então morar na Inglaterra, e voltou ao Brasil com seu projeto artístico mais audacioso, se fixou em Lençois, BA, e imerso na realidade dessa pequena cidade onde morou por três anos (de 2005 a 2008) e tendo como fonte de referência e inspiração as crenças e histórias de seus moradores, Stephan realizou intervenções na cidade e seus arredores. As fachadas dos casebres, a igreja e até mesmo o cemitério formaram um conjunto pictórico de dimensões grandiosas, que envolveu toda população da cidade.

“No meu trabalho, sempre existiu uma pesquisa da relação entre sagrado e profano, religião, morte e tempo”

Foi responsável por toda a arte do disco DanteXXI do Sepultura (lançado em 2006) e por uma linha fantástica de óculos da marca EVOKE.

Tem um pouco daqui e daqui.

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