Em uma série com carvão sobre papel e madeira, esse artista desafia o limite entre o figurativo e a sugestão.“Nos meus trabalhos não existe nenhuma forma muito definida, nada muito literal. Um olho às vezes é só um traço, uma mão vira um monte de riscos”, revela Alexandre Wagner à Zupi.

O artista não faz nenhum tipo de esboço, todo o processo é registrado no suporte final, deixando prosperar as inspirações momentâneas. Apesar de usar borracha, ele conta que acaba conservando a maioria dos erros e das mudanças de ideia ao longo do desenho:

trabalho com erro por cima de erro. Descobri o erro como parte fundamental e inseparável do que eu faço”

Texto e imagens Zupi

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