Arquivos para posts com tag: Gravura

Roman Klonek é um artista polonês apaixonado por xilogravura e é fortemente influenciado pelos desenhos animados e quadrinhos dos anos 70 do leste europeu.

Zeutch

Scratchboard é uma técnica em que os desenhos são criados com facas e instrumentos semelhantes, usados para riscar em blocos escuros que vão revelando as figuras que o artista concebe. Ela permite a criação de ilustrações bastante detalhadas, precisas e até texturizadas. E é com essa técnica que Mark Summers faz suas ilustrações, de primeiríssima qualidade.

Não entendi muito bem o que são esses blocos escuros. Madeira? Fica a dúvida.

Zupi

Acho que até agora aqui no blog só foram publicados artistas contemporâneos. Hoje a história muda um pouco, na verdade vou falar de um artista que já ficou na história.

Katsushika Hokusai (1760-1849) foi um pintor e gravurista japonês, um dos principais da sua época. Sua obra mais conhecida, é A Grande Onda de Kanagawa, parte da série de xilogravuras (técnica de gravação na madeira) Trinta e Seis Vistas do Monte Fuji (apesar do nome, são 46, sendo que 10 foram adicionadas após as 36 originais). A série retrata o monte Fuji em diferentes estações do ano, de diferentes locais, mais ou menos distantes, e com diferentes condições do tempo.

Stephan Doitschinoff um artista brasileiro (apesar do nome nos remeter a outro lugar) extremamente influenciado pelo universo religioso. O pai era pastor evangélico, e a mãe o deixava na igreja, ouvindo sermões, para poder ir trabalhar. A avó era espírita, e ele estudou em colégio católico. Tamanha espiritualidade sumiu ao virar jovem, membro de banda hardcore, ele havia praticamente abandonado a religião, que mais tarde voltou com tudo, quando a incorporou em seus estudos de artista.

“A inspiração para minhas caveiras vem de uma corrente filosófica que fala sobre contemplação da morte para celebrar a vida”

A partir de 2002, Stephan passa a interagir e intervir na cidade por meio da pintura e da aplicação de pôsteres, adesivos e estênceis, foi aí que recebeu o apelido de Calma (abreviação do latim “com alma”), sua assinatura. Foi então morar na Inglaterra, e voltou ao Brasil com seu projeto artístico mais audacioso, se fixou em Lençois, BA, e imerso na realidade dessa pequena cidade onde morou por três anos (de 2005 a 2008) e tendo como fonte de referência e inspiração as crenças e histórias de seus moradores, Stephan realizou intervenções na cidade e seus arredores. As fachadas dos casebres, a igreja e até mesmo o cemitério formaram um conjunto pictórico de dimensões grandiosas, que envolveu toda população da cidade.

“No meu trabalho, sempre existiu uma pesquisa da relação entre sagrado e profano, religião, morte e tempo”

Foi responsável por toda a arte do disco DanteXXI do Sepultura (lançado em 2006) e por uma linha fantástica de óculos da marca EVOKE.

Tem um pouco daqui e daqui.

Este é Samuel Casal.

Você já deve ter visto muitas ilustrações dele no seu dia-a-dia. Na Folha de São Paulo, Galileu, Super Interessante, ou alguma outra publicação da Abril. Ele é um ilustrador freelancer, pelo que conheço do seu trabalho, a maioria das ilustrações são vetoriais, é também quadrinista, é dele um hq muito interessante sobre José Mojica Marins, o Zé do Caixão, chamado Prontuário 666. Mas o que vou mostrar aqui, são alguns de seus trabalhos fora das publicações.

A maioria das pinturas abaixo foram feitas com spray, algumas usam a técnica do stencil. Como superfície de pintura tem aí, tela, metal e eucatex.

Aqui, as matrizes do livro “artesanal” de gravuras sobre Johnny Cash, um baita personagem. Foram impressos, diretos da matriz, algumas poucas cópias.

Veja mais.

%d blogueiros gostam disto: