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O artista alemão Hans-Peter Feldmann ganhou 100 mil dólares em um prêmio. E colou todo esse dinheiro em notas de um dólar nas paredes do museu Guggenheim em Nova York. A instalação provoca as mais diversas reações nos visitantes.

Outros visitantes não se sentem confortáveis no salão de 100 mil dólares. “Com dinheiro não se brinca, eu não acho a menor graça”, critica Manuel Garcia, turista português de passagem por Nova York.

Feldmann tem um histórico de resistência às estruturas comerciais das artes. No passado ele se negou a realizar trabalhos assinados ou com números limitados para aumentar o valor das obras de arte, prática muito comum entre artistas plásticos. Todo o seu trabalho, desde os anos 70, brinca com a noção de “valores das artes”.

Mas pelo menos uma pergunta sobre a instalação ficará sem resposta: qual é o valor da obra de arte que utiliza 100 mil dólares pendurados nas paredes de um museu de Nova York? Provavelmente o valor será bem mais alto que a quantia exposta, mas nunca descobriremos, pois a instalação, depois de encerrada, não será exposta em outros lugares e nem será vendida.

Revista Galileu

O trabalho de Alexa Meade é uma mistura que combina pintura, corpo-pintura e fotografia. Ela pinta diretamente em seus modelos, ao invés de pintar em telas, ou outra superfície qualquer. E depois os fotografa. O resultado? A impressão de que estamos diante de uma pintura em superfície.

É impressionante!

As apresentações fotográficas criam uma tensão entre a suavidade das fotografias e do tato físico, borram as linhas entre o que é representado e representação em si

Vi aqui

Seus projetos acontecem especialmente em lugares marcados por seus acontecimentos. Suas intervenções já foram feitas em diversos lugares do mundo.

Aqui o destaque é para a intervenção intitulada Woman, feita no Camboja, Índia, e Brasil, no morro da Providência, Rio de Janeiro. Aqui foram fotografadas mães de filhos assassinados, em mortes envolvidas com o tráfico de drogas no morro, e depois coladas nas fachadas das casas e escadarias. Todo o processo foi feito com o sigilo do artista, um francês que só se apresenta como JR, e teve a ajuda das pessoas da comunidade.

No fim, o resultado são olhares vindo da favela, como se demonstrasse que no local também existe vida humana, sentimentos.

Veja o trabalho Face 2 Face, realizado em Israel e Palestina, aqui no site do projeto. Vale a pena também, é uma ótima iniciativa.

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